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IndieVisível Recomenda #1: Spelunky

2 mar , 2016  

Sabe quando você acaba de finalizar um jogo e fica sem ideias do que jogar? Ou quando você vê tantas opções e não sabe qual escolher? Até mesmo quando você fica lendo várias e várias reviews dos mesmos jogos, mas nenhuma delas te convence se você quer jogar um determinado título ou não? Pensando nessas situações, criamos o IndieVisível Recomenda.

Queremos compartilhar com vocês alguns títulos que achamos interessantes e dividir um pouco da nossa experiência com eles. Quem sabe você não se empolga pra experimentar um desses jogos?

Spelunky

Pra inaugurar meu humilde ciclo de recomendações aqui no IndieVisível, eu gostaria de indicar um game de um gênero pelo qual apenas recentemente me apaixonei: o dos ragequits. Tentei deixar as coisas razoavelmente equilibradas entre a idade do jogo, o potencial de diversão e o potencial da raiva que você passará com ele, e acabei chegando ao simpático e desgraçado Spelunky.

O jogo em questão foi originalmente lançado em 2009, e marcou o início de uma nova fase para os desenvolvedores independentes. Incorporando a geração procedural de níveis e um grau elevado de dificuldade ao subgênero dos jogos de plataforma, Spelunky foi um dos primeiros títulos do “renascimento” do subgênero roguelike. Ao contrário do que muitos pensam, esse renascimento não diminuiu a crueldade dos roguelikes clássicos da “Era NetHack”, mas o tornou muito mais chamativo e acessível ao público geral.

Spelunky é importante. Se você é um jogador mediano como eu – e por “mediano” entenda “que não encara dezoito horas diárias de jogatina” – você provavelmente passará por momentos extremamente frustrantes com o jogo. A frustração vem sobretudo desse espírito roguelike que ele alimenta – em outras palavras, uma partida brilhante pode ser completamente arruinada por um erro infantil, minúsculo, condenando todo seu progresso ao limbo. E aí está a beleza da coisa.

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Spelunky não entrega qualquer dica de sua mecânica além de seus movimentos básicos. Mapas, monstros, armadilhas e itens precisam ser experimentados, enfrentados ou colecionados para que as informações sejam assimiladas pelo personagem, de forma que o jogador também as entenda e crie estratégias próprias de ação e reação. Num cenário ideal, você cresce com seus erros, e eventualmente percebe que suas derrotas não são causadas por um sistema gratuitamente sádico e punitivo que os desenvolvedores maquinaram.

A morte em Spelunky é justa, e tem peso porque nos ensina sobre riscos e paciência: o tesouro está lá, escondido num dos cantos da fase, uma incomensurável fonte de saúde e riqueza… protegida por um exército de cobras, aranhas, piranhas e múmias. O jogo te dá todas as condições de estudar suas chances de erro e acerto antes de qualquer movimento importante. A decisão de como enfrentar o perigo, se é que você o enfrentará, é majoritariamente sua.

Dito isso, você pagará ou será pago pela iniciativa, e logo perceberá que Spelunky é essencialmente estruturado sobre observação e cautela antes de habilidade e sorte. O problema é identificado, trabalhado dentro de sua cabeça e resolvido (ou não) na prática. É nesse contraste de querer e poder que o jogo, um simulador de Indiana Jones com gráficos fofinhos, se transforma em um simulador de exploração e espeleologia tradicional, e é neste ritmo que você vagarosamente desvendará todos os mistérios que ele tem a oferecer. Eu ainda estou na luta. Sem pressa.

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