Especial IndieVisível,IndieVisível

Os livros e os jogos, os jogos e os livros

16 fev , 2016  

Todo mundo sabe que os desenvolvedores de jogos buscam inspirações para seus projetos dos lugares mais diversos. Um jogo pode nascer de uma música que você ouviu, de um filme que assistiu e é claro, de um livro que leu.

Só que mais do que usar um livro como inspiração, existem obras literárias que foram literalmente transformadas em jogos através de adaptações. E o contrário também aconteceu: alguns jogos ficaram tão famosos que acabaram se transformando em livros.

Listamos aqui alguns jogos que vieram diretamente do mundo literário na forma de uma adaptação, o que significa que o game pode não ter sido 100% fiel aquele livro que se inspirou, mas fez uma releitura criativa com algumas coisas que se diferem da obra original. Adaptações (quando bem trabalhadas) são incríveis por possuir a capacidade de surpreender mesmo os maiores fãs de uma criação. Sem mais delongas, vamos lá:

American McGee’s Alice / Alice Madness Returns (Adaptado de Alice no País das Maravilhas)

alice-madness-returns-leitor-indievisivel

 

Algumas pessoas consideram a adaptação cinematográfica feita pelo Tim Burton como uma das mais belas e sinistras já feitas na história. Eles estão certos. O erro é acreditar que o Tim Burton foi o primeiro a realizar tal façanha.

American McGee’s se inspirou na obra de Lewis Carroll e criou um universo encantador. O mundo criado no jogo é tão sinistro quanto belo, e provavelmente este seja uma de suas características mais marcantes. O primeiro jogo, American McGee’s Alice foi criado em 2000 para PC’s. Em 2011 ele retornou com Alice Madness Returns.

Nenhum dos dois títulos ficou muito conhecido, mas ambos são incríveis. Nesta adaptação Alice é uma orfã que perdeu seus pais durante um incêndio e acaba perdendo sua sanidade. Para salvar o País das Maravilhas ela precisa enfrentar a Rainha de Copas e tentar reaver sua estabilidade mental (uma vez que o País das Maravilhas é uma criação de sua mente e acaba sendo corrompido com a perda de sanidade de Alice).

Apesar do segundo jogo ter recebido inúmeras críticas negativas, é um título que vale muito a pena conhecer. Mesmo com alguns (muitos) bugs irritantes e uma certa repetitividade no jogo, de alguma forma, a experiência do game é agradável.

Dante’s Inferno (adaptado de A Divina Comédia)

dantes-inferno-leitor-indievisivel

 

Dante’s Inferno foi um hack’n’slash criado pela Visceral Games nos moldes do God of War. Só isso. Sério. Em termos de jogabilidade é só isso que há pra falar.

Quanto à sua história… Dante percorre pelos nove círculos do Inferno para conseguir libertar a alma de sua amada Beatrice dos domínios de Lúcifer.

Ponto positivo para os cenários desenvolvidos no jogo, que conseguem descrever os ciclos do Inferno com precisão, além dos diversos monstros do jogo que também são descritos no livro. E ah! Dante é tão badass que bate na morte até ela se arrepender de ter vindo buscá-lo.

Vampire The Masquerade: Bloodlines (adaptado do livro de RPG Vampiro: A Máscara)

vampire-masquerade-leitor-indievisivel

 

Vampiro: A Máscara talvez seja um dos RPG’s de mesa mais conhecidos da história. E ele teve uma versão adaptada para o meio digital.

Vampire The Masquerade: Bloodlines segue os mesmos princípios que o RPG original, mas agora com mais tiros ação. O jogo foi lançado em 2004 para os PC’s e foi bem recebido pelo público. Apesar de trabalhar nos moldes de um RPG comum, além do crescimento do personagem, a trama envolvida no jogo é extremamente bem trabalhada (uma vez que o seu estilo de RPG assemelha-se aos RPG’s de mesa).

A ambientação sinistra e as conversas entre os personagens são uma verdadeira experiência de imersão total. É um jogo baseado num livro que é um jogo. 😛

Parasite Eve (continuação do livro Parasite Eve, escrito por Hideki Sena)

parasite-eve-leitor-indievisivel

 

Nos saudosos tempos da Squaresoft, nós éramos apresentados a RPG’s incrivelmente bem trabalhados. E o Parasite Eve foi um deles. PE é um jogo que mistura elementos dos jogos de survival horror com um sistema de RPG embutido.

A história gira em torno da policial Aya Brea que após um incidente num teatro em NY começa a procurar informações sobre seu passado. Ela se depara com um ser chamado EVE, que consegue controlar as mitocôndrias dos seres vivos, e a partir disso queimá-los ou criar monstros. Aya descobrirá futuramente que possui habilidades semelhantes, e somente ela poderá vencer Eve.

Só posso opinar sobre o primeiro e o segundo jogo, uma vez que não joguei o terceiro (ainda): São dois títulos memoráveis, com um sistema viciante e batalhas épicas. Uma coisa engraçada é que mesmo alguns fãs da série não sabem que esse jogo é uma continuação de um livro (aliás, mesmo eu só fui descobrir isso há uns dois anos atrás rs).

Os jogos se tornaram populares, e viraram livros

Além dos livros que criaram jogos, existem os jogos que criaram livros.

Resident Evil (série de livros)

resident-evil-underworld-indievisivel

 

Resident Evil é um dos jogos de survival horror mais conhecidos da história. E boa parte de seus jogos teve uma adaptação pros livros. Os que mais gosto, sem dúvida são aqueles que compõem a trilogia clássica. Mas deles, o melhor é o Resident Evil: Underworld.

O livro narra os acontecimentos do jogo Resident Evil 2, ora pela perspectiva do Leon, ora pela da Claire. Além de se aprofundar um pouco mais nas histórias de outros personagens, como da Ada Wong (que já é apresentada como a safadinha do Wesker aqui).

O bacana são os diálogos mais longos e alguns pensamentos que percorriam a cabeça dos protagonistas descritos em alguns momentos marcantes do jogo. Desde a primeira página dá pra perceber que a leitura vale a pena.

Assassin’s Creed (série de livros)

assassins-creed-leitor-indievisivel

 

Assassin’s Creed criou um legado e se popularizou num nível que nem mesmo a própria Ubisoft esperava. Um dos personagens mais marcantes de toda a franquia foi o Ezio Auditore, protagonista do Assassin’s Creed 2, Brotherhood e Revelations, que se passavam na Itália na época do Renascimento.

Apesar da enorme coleção que existe hoje em dia, o primeiro livro foi um dos mais marcantes. Ele atingiu pessoas que não conheciam o jogo, mas procuravam um bom livro de romance. E encontraram.

A história de “Assassin’s Creed: Renascença” gira em torno de toda a trajetória do Ezio, contando em mínimos detalhes todos os acontecimentos do segundo jogo da franquia (além de alguns extras).

Leitura recomendada tanto para fãs quanto para quem apenas gosta de ler.

Bioshock – Rapture

bioshock-rapture-leitor-indievisivel

 

Bioshock já possui um enredo fantástico por si só. Também não é pra menos, o jogo possui diversas referências, e boa parte de sua história foi criada a partir de dois livros: A Revolta de AtlasThe Fountainhead, que foram escritos por Ayn Rand.

Mas além da trama contada no jogo através dos diálogos dos personagens e as gravações espalhadas por Rapture, ainda há muito por detrás de tudo que aconteceu à cidade. E foi por isso que esse livro foi escrito.

Bioshock – Rapture conta toda a história de Rapture, desde sua construção até sua ruína. O personagem principal é Bill McDonagh, que foi um dos principais responsáveis por ajudar Andrew Ryan a construir sua utopia.

Apesar de ser um ótimo livro, é recomendado que você só leia DEPOIS de finalizar o primeiro e o segundo Bioshock, porque a história te dará vários spoilers. Se você já finalizou esses dois jogos, ler este livro servirá com um belíssimo complemento da experiência de jogo, além de fazer com que você considere Bioshock ainda mais incrível do que já é.

E vocês? Já leram algum outro livro baseado num jogo, ou jogaram algum game que veio de um livro? Comente pra nós 😀

Compartilhe em suas redes:

, , , , , , , , , , , , ,


One Response

  1. Carlos Felix disse:

    Excelente esse post viu, nunca tinha visto ninguem falar desse assunto vendo as coisas desse jeito

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Escute nossos últimos podcasts:

Acompanhem nossa página no Facebook!

Parceiros