IndieVisível,Jogando a Sério

Como os MMO’s acabaram com a experiência da interação

16 fev , 2016  

Que o modelo de jogos online possui um público imenso e uma rentabilidade gigantesca ninguém duvida: Jogos como o League of Legends possuem mais de 67 milhões de jogadores por mês, sendo que diariamente possuem aproximadamente 27 milhões de usuários conectados e jogando.

O número de jogadores online tem crescido abruptamente nos últimos anos. Alguns títulos famosos de jogos que conhecemos criados por gigantes da indústria tem sido modificados para atender a necessidade que os jogadores possuem de multiplayers pela internet.

Antes, possuíamos jogos com um modo campanha totalmente offline, onde você seguia um roteiro tracejado pelo jogo e finalizava-o dentro de algumas horas. Sua recompensa era uma cutscene em CG bem elaborada e poder contar a todos seus amigos da sua vitória.

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Vai dizer que você não achou incrível ver essa cena depois de ralar tanto?

Hoje em dia, os mesmos títulos tem sido recriados parcialmente para que suas mecânicas possam ser adaptadas de maneira que sirvam ao propósito de uma partida online.

De certa forma, isso é um elemento positivo. O jogo que antes rendia 12 horas de entretenimento agora dura dias, semanas, ou até meses. Também mostra o quanto o mercado de jogos digitais é capaz de se adaptar rapidamente para atender a necessidade dos consumidores.

Mas até onde os jogos online mantém o valor da interatividade com outros jogadores?

É claro que aqui não estou falando sobre a interatividade de mandar algumas mensagens táticas no chat sobre o que o time deve fazer contra o adversário ou não. A experiência entre jogadores que cito aqui é sobre conhecer mais os seus companheiros de jogo. Discutir sobre as coisas que você descobriu no jogo sem que necessariamente isso possa gerar uma nova fórmula de vitória para uma partida.

Antigamente, ainda que os jogos não possuíssem um modo de conexão online, eu sempre senti que os jogadores estavam ligados um ao outro. Aqueles que jogaram em fliperamas conhecem muito bem sobre a troca de conhecimentos e macetes que rolava no flipper sobre determinado jogo. Ou então quando juntava uma galera na casa de um amigo. E isso era algo bom.

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Tipo eu felizão explodindo um amigo com um lança-granadas no Syphon Filter

Os jogos eram lançados, possuíam uma campanha extensa, e todo mundo queria descobrir algo novo e revelar pro restante do mundo. Jogos multiplayer eram extremamente divertidos, ainda que os dois jogadores envolvidos tivessem que dividir a mesma tela. E isso funcionava para qualquer gênero de jogo. A quantidade de repressões eram menores para jogadores iniciantes. Grande parte das pessoas queria efetivamente trocar suas experiências de jogo.

Mas agora, a impressão que tenho é que possuímos uma capacidade imensurável de possibilidades para troca de experiências. São milhões de jogadores conectados aprendendo inúmeros truques dos jogos que gostam. Mas não há o mesmo valor de antigamente nisso. Os jogadores não querem se comunicar, não querem interagir entre si. Existe sim uma imensa interação, mas somente com o jogo; a interação entre os jogadores deve se limitar apenas as táticas ingame e organização do time.

Os MMO’s devem continuar crescendo. O que não deve ser alimentado é esse sistema onde poucos estão dispostos a dividir o que conhecem. Os mesmos que acabam diminuindo o fator diversão dos jogos por atitudes impensadas.

Aquilo que deve expandir lado-a-lado com a popularidade dos jogos online é a vivência dos jogadores entre si.

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